sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"NÃO QUERO QUE ME AMEM"





Não quero que me amem,
Não preciso de mais amor.
Não me amem, me esqueçam,
Não me amem jamais!
Coloquem no rosto o semblante
Da máscara fúnebre
De um carnaval sem folia,
Prefiro gritar e chorar
A dor torpe da minha agonia.
Não desejo viver no destino
A incerteza escondida,
A máscara social da audácia,
Um momento de vaga ilusão,
Amar a sombra que não vejo,
Amar uma mente irreal.
Amar apenas o corpo?
Melhor me olhar só…
Sem arquétipos de um amor falso,
Sem dilemas ou desprazeres,
Sem escolhas ou perguntas funestas.
Oh!... Vénia imoral, vício promíscuo,
Dobra-te hipócrita perante a virtude!
Quero amar tranquilo, desligado,
Amar sem iniquidade.
Abandonar o amor…
Já tenho por demais amor,
Na vergonha da proximidade,
encontro a mentira disfarçada de veracidade,
Mentiras destroem verdades.

Miguel Martins de Menezes

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